6.24.2007

Trabalho 6- Carla


Cada vez que olho para este fractal tenho uma experiência estética, isto porque admiro-o apenas por ser belo e sem ter qualquer outro interesse que não apenas o da sua beleza.
Só há experiência estética quando o que está em causa é o prazer ou desprazer desinteressado que temos ao admirar algo apenas segundo a sua beleza e não por motivos económicos ou de qualquer outra natureza.
Tal como já afirmei o fractal é lindíssimo. Quando digo isto estou a fazer um juízo estético, pois estou a fazer uma afirmação sobre a beleza do que estou observar. O juízo estético é subjectivo, isto é, é relativo ao sujeito, pois tal como o fractal é lindo para mim pode não ser para outra pessoa, e sendo assim o juízo estético dessa pessoa será diferente do meu. Mas não é só isso: o juízo feito pelo sujeito em relação à beleza do objecto vai depender dos sentimentos de prazer/desprazer que o mesmo provoca no sujeito, como afirma Kant, e não das características do objecto.

Existem três diferentes teorias que correspondem a três formas de definir a arte: como imitação (a obra de arte deve ser tão fiel à realidade quanto possível); como expressão (o artista quer levar o publico, através da sua obra, a partilhar o seu estado de espírito ou um sentimento que tenha experimentado), e ainda a arte como forma (quando o que interessa são os sons, as figuras, as formas, os materiais, as palavras, a estrutura).
No caso deste fractal a melhor definição será a de arte como forma, pois não está a imitar uma realidade nem quer transmitir sentimentos. O que importa são as formas, as cores, e o espaço definido por estes elementos: é isso que desperta ou não o prazer de o contemplar.

Carla Borges, 10ºA - 2007

6.23.2007

Trabalho 5 - Sara


Decapitação de Holofernes, de Caravaggio

A experiência estética engloba os sentimentos que o objecto nos provoca, sejam eles de prazer ou desprazer.
Escolhi este quadro, não pelo prazer que o quadro me transmite, pois presenciar um assassínio não me causa prazer algum, mas sim pelo realismo que a imagem ostenta, tal como se pode observar particularmente nas expressões dos rostos das pessoas.
O juízo estético que descreve a experiência estética que eu tive ao observar este quadro é: «Este quadro está magnifico, qualquer pequena parte pertencente a este quadro possui um realismo tal, que diria que estamos na presença de uma fotografia, de tal modo que me causa horror». Assim, e segundo Kant, o juízo estético articula vários conceitos relativos aos sentimentos de prazer/desprazer que a pessoa tem ao contemplar o objecto, sem envolver o entendimento, pois não produz conhecimentos. Sendo assim, a perspectiva de Kant nesta matéria enquadra-se no subjectivismo - a beleza do objecto depende do sujeito que o está a observar, é este que atribui ao objecto a característica de ser é belo ou não - e não no objectivismo, segundo o qual os objectos são belos ou não por causa das suas próprias características.
Quando alguém diz que gosta deste quadro, diz portanto que sente prazer ao observá-lo, simplesmente, sem qualquer outro interesse envolvido. Aliás é o factor do desinteresse que faz desta experiência uma experiência estética: se eu olhar para ele com a intenção de o avaliar como investimento, para o comprar ou vender, já não estou em atitude estética, e portanto já não será uma experiência estética.
Considero que este quadro é belo, e isso significa que ele me agrada pela sua qualidade estética, gosto que é independente da razão e não necessita da aprovação desta.
Este quadro podia satisfazer a teoria da arte como expressão, pois a cena transmite com força os sentimentos das pessoas que retrata e faz-nos sentir o horror que acompanha o assassínio.
A expressão das pessoas envolvidas, tanto do homem como das mulheres, é muito realista, assim como os pormenores como o de uma delas estar preparada para embrulhar a cabeça de Holofernes num pano. Sentimos que não é fácil fazer isto. Sentimos que é horrível.



Sara Cabral, 10ºA - 2007

Trabalho 4 - Halyna


Escolhi esta imagem, porque captou a minha atenção sem que eu tivesse algum interesse nela ou conhecimento sobre ela e a isto chama-se uma experiência estética que envolve a nossa sensibilidade e é a experiência que temos ao contemplar alguma coisa não envolvendo qualquer intenção ou interesse: apenas gosta-se ou não “desinteressadamente”; foi o que aconteceu no meu caso. Eu apaixonei-me pela imagem apenas pela beleza que ela possui. Por isso, concluo que esta foto é uma obra de arte, pois provocou em mim emoção estética independentemente de qualquer interesse ou utilidade prática.
Esta foto revela, como outras quaisquer, juízos. O juízo consiste em afirmar ou negar alguma coisa acerca de outra, como por exemplo, segundo a imagem que escolhi posso afirmar que o cisne é branco. O juízo estético exprime a contemplação do belo, ou seja, envolve prazer e a apreciação de alguma coisa por aquilo que nos faz sentir e não pelo interesse que temos nessa coisa (ganhar dinheiro, comprar, conhecer, vender, obter sucesso).

A estética envolve o Belo/Feio, os gostos, as experiências, expressos nos juízos estéticos e, por isso, envolve a arte também, pois esta é analisada através dos conceitos que acabei de referir.
Para Kant, o juízo de gosto não é um juízo de conhecimento e, por isso, não pode ser lógico, não envolve a razão. O gosto é a representação mediante um prazer/desprazer, ou seja, é a capacidade de apreciar o Belo. Por conseguinte, o juízo de gosto exprime o Belo e como não é conceptual, não exprime conhecimento. É subjectivo, pois para Kant, os objectos são belos em virtude da capacidade que o sujeito tem de ter prazer/desprazer na contemplação desinteressada de um objecto, e não em consequência das características do próprio objecto.
Da mesma forma, encontro prazer nesta foto porque, enquanto sujeito, tenho a capacidade de ter esse prazer e encontrar beleza na imagem que ela apresenta.

Para mim esta foto dá alguma razão à teoria da Arte como imitação, pois apresenta uma imitação de natureza. Mas, por outro lado, apresenta aquilo que chamou atenção ao artista que tirou a foto, ou seja, apenas uma pequena parte de natureza que ele viu, mas que mesmo sendo pequena transmite muitos sentimentos que ele experimentou naquele momento e transmite-nos aquilo que captou a sua própria atenção. Assim, há mais do que imitação na obra de arte, mas ao mesmo tempo há menos dimensões das coisas do que tem a realidade. Assim, concluo que a arte é diferente da realidade, não é tal qual, e por isso terá de ser de uma natureza diferente. Como diz Beaudelaire, A NATUREZA NÃO TEM IMAGINAÇÃO.


Halyna Korol, 10ºA -2007

Trabalho 3- Rita



Ao analisarmos este quadro apercebemo-nos que poderemos lembrar-nos da teoria da Arte como imitação, pois o pintor coloca diante da nossa atenção uma imagem que captou a sua própria atenção, a beleza da natureza, o efeito que uma simples maçã pode provocar num ser humano. Ao observar esta imagem, lembro-me de frescura, natureza, e isso faz que o espírito fique mais leve e fresco, provoca em mim uma sensação de liberdade e leveza, logo aqui podemos ver esta pintura segundo a teoria da Arte como expressão, pois o artista pode querer levar-nos a ter a mesma experiência que ele teve ao contemplar esta imagem, através da sua obra, ele pode não pretender apenas descrever ou imitar uma visão que lhe chamou a atenção pela sua beleza natural, mas sim fazer-nos viver os mesmos sentimentos e emoções que ele experimentou.
Esta imagem chamou-me particularmente a atenção, porque ao observá-la tive um autêntico maravilhamento, uma perplexidade, e esta foi a minha experiência estética em contacto com esta imagem, pois entende-se por experiência estética o conjunto das emoções e sensações que uma certa realidade nos provoca quando é observada.
Ao observar esta imagem descubro que a natureza tem uma beleza rara e esplêndida ao mesmo tempo, e com isto formulo o meu juízo estético, ou seja, exprimo as opiniões envolvendo domínios do gosto, opiniões essas que exprimem o desprazer ou prazer que nos dá a contemplação de uma realidade apenas pelo que significa a sua contemplação. Tanto a experiência estética como o juízo estético, devem ser desprovidos de qualquer interesse, temos que obrigatoriamente que contemplar o belo pelo próprio belo, sem que qualquer tipo de interesse nos afecte nessa contemplação.
O juízo estético ainda pode ser explicado à luz do objectivismo, segundo o qual os objectos são belos devido às suas próprias características, ou à luz do subjectivismo, segundo o qual os objectos são belos em virtude do que sentimos quando os apreendemos.
Segundo Kant, o belo é o critério estético por excelência, e nós identificamos um objecto como belo quando na contemplação desse mesmo objecto sentimos um prazer completamente desinteressado; definimos como gosto a capacidade de contemplar esse mesmo belo.

Rita Garrido, 10º A - 2007

Trabalho 2- André


Ao observar esta obra de arte, uma estampa japonesa com o título Íris, sujeito-me a uma atitude estética, pois predisponho-me a observá-la com a única intenção de desfrutar do prazer que esta me pode transmitir chegando assim a uma experiência estética. Uma experiência estética depende da atitude que tomamos em relação a uma realidade, e pode ser compreendida pelos juízos através dos quais é identificada.
Contudo nem todos os filósofos defendem a sua existência, alegando que a diferença existente entre os objectos depende deles próprios e não da experiência que temos destes. Existem, assim em dois tipos de teorias, que podemos seguir sobre a experiência estética: o objectivismo e o subjectivismo, quanto à origem do juízo sobre a obra de arte como sendo bela ou não.
Seguindo o objectivismo, defendemos que a estampa é bela devido às suas próprias características, independentemente dos sentimentos ou reacções de quem a observa, ou seja, há experiência estética mas condicionada pela obra e não pelos sentimentos do observador: simplesmente, há objectos belos e outros não, pela sua própria natureza. Há objectos que são obras de arte e outros que não são.
Se seguirmos o caminho do subjectivismo pressupomos a existência de uma experiência estética em que a beleza de algo é definida em virtude do que sentimos na sua presença; o juízo que vamos criar depende de nós e da forma como vemos o objecto, já que segundo o subjectivismo, para ter uma experiência estética é necessário possuir o gosto, que é a faculdade que nos vai permitir formular um juízo mediante o prazer ou desprazer que o objecto nos proporciona, podendo assim considerá-lo belo ou não.
Através da observação da estampa concluo também que se pode explicar quer pela teoria da arte como expressão, quer de arte como imitação.
Como Expressão na medida em que o artista pode ter sofrido a perda de uma figura feminina, sua mulher ou sua amada, e representa a sua partida na tela que pinta, comunicando os seus sentimentos e expressando o acontecimento por que passou tentando levar os outros a sentir o mesmo que sentiu com a partida da figura feminina representada.
E como Imitação, a figura representada podia ser um modelo visto pelo artista que este pintou do modo como viu na altura e/ou até do modo como imaginou. No entanto, não deixou de pôr em evidência na obra o seu cunho pessoal, os seus sentimentos e até os seus valores. O artista chama-nos a atenção para algo que captou a sua própria atenção, passando-o para a tela e fazendo com que vejamos o mundo que os seus olhos vêem, já que de entre todas as dimensões da realidade este utiliza apenas uma pequena parte que passa para a sua pintura, isolando-nos do resto que se passa à sua volta. É por isso que a teoria da arte como imitação do real parece não chegar para explicar a obra de arte.

André Ratão,10ºA - 2007

Trabalho 1- Andreia


Esta imagem é um fractal. Eu cada vez que olho para este fractal sinto o prazer de contemplá-lo. Na perspectiva de Kant, esta relação é designada como uma experiência estética, uma vez que tenho o prazer de apreciá-lo, sem ter alguma intenção ou conhecimento matemático que me faça despertar interesse.
O fractal é indescritivelmente belo: isto é um juízo estético porque é um juízo que exprime o meu gosto, isto é, o prazer que tenho na apreciação do fractal apenas enquanto objecto cuja contemplação me agrada.
Portanto, considero-o belo por me dar prazer apreciá-lo. Este ponto de vista é de subjectivismo estético, uma vez que a apreciação depende do sujeito e não do objecto, não sendo portanto a beleza resultado das propriedades do objecto, mas sim do facto de que o sujeito tem a capacidade de encontrar beleza no objecto.
Do meu ponto de vista, esta fractal pode ser explicado pela teoria da arte como forma, porque não estão em causa sentimentos/intenções do sujeito ou representações do real, mas sim os componentes e aspectos que o formam (cores, estruturas, texturas) e que criam esta figura que me dá prazer contemplar.

Andreia Santos, 10ºA -2007

6.22.2007