Podemos tentar explicar esta obra à luz de diferentes teorias da arte, mas dificilmente poderá ser explicada segundo a teoria da arte como imitação, uma vez que o que está retratado dificilmente representa uma realidade que o pintor tenha observado no mundo à sua volta e que lhe tenha captado a atenção. Poderemos então explicar esta imagem recorrendo à teoria da obra de arte como forma: não interessa o conteúdo da pintura, a transmissão de uma mensagem, ou a captação da realidade. O que interessa, isso sim, são as formas e as cores existentes na figura e a relação e organização delas. Escolhi esta imagem não só por ser uma das obras de um dos poucos pintores de que gosto, mas também porque me captou imediatamente a atenção pelas suas cores variadas e formas nítidas, que tornam esta imagem muito atractiva. Olhando para ela sinto uma grande alegria e bem-estar, que me faz recordar festas e Carnaval em dias de sol, que se tornam muito mais agradáveis e animados na presença deste. Esta imagem é para mim muito cativante, pois dá-me muito prazer olhar para ela, e transmite-me todos aqueles sentimentos que já referi em cima, tornando-a muito interessante, e também formidável e inexplicável. A isto chamamos juízo estético: exprime a experiência estética que eu vivi. É a opinião que tenho sobre a beleza da imagem, que formulo a partir da articulação de vários conceitos. A experiência estética corresponde a todos os sentimentos e emoções que senti quando observei esta imagem. É o prazer desinteressado que nos dá a contemplação de algo belo. A atitude estética é ainda a postura que eu tenho para contemplar o belo simplesmente pelo próprio belo e não com outro objectivo qualquer, como, por exemplo, o de comprar o quadro, segundo Kant. Só assim podemos distinguir se uma coisa é bela ou não. Existem ainda várias teorias sobre o juízo estético. Ele pode ser explicado segundo o ponto de vista objectivista ou subjectivista. No primeiro, os objectos são belos pelas suas próprias características. No último, os objectos são belos por aquilo que nós sentimos quando os observamos. Fazemos uma apreciação subjectiva, que não depende nem do entendimento nem das propriedades do objecto em questão, mas sim da capacidade do sujeito para sentir prazer na contemplação desinteressada do belo. Esta é concepção defendida por Kant. O belo é o critério que traduz o prazer/desprazer que sentimos quando contemplamos um objecto desinteressadamente, isto é, sem qualquer outro fim para alem da própria contemplação. À capacidade de distinguir o belo chamamos gosto.
Para ter uma experiência estética desta imagem, não posso ter outros fins ou interesses na minha apreciação, pois, segundo Kant, para avaliarmos se uma coisa é bela ou não, temos de a apreciar só pelo prazer/desprazer que nos dá a sua contemplação. Para Kant, o juízo estético resultante de uma experiência estética é subjectivo, pois depende da capacidade que todos os sujeitos têm de fazer juízos estéticos e não das características dos objectos. Esta imagem, para mim, insere-se no plano da arte como expressão, pois o artista, através desta imagem, parece querer partilhar que se sente isolado e até desesperado, ao desenhar um barco com um castelo vazio encalhado no meio de um deserto de lama. Através da imagem também poderemos ponderar se o autor nos quer dizer que se sente ameaçado, pois desenha um elefante que parece estar a atacar o barco. A teoria da arte como expressão é uma das teorias explicativas da obra de arte, e segundo ela a arte é expressão dos sentimentos e emoções do artista, com o objectivo de levar os outros a viver os mesmos sentimentos e emoções. Eu gosto desta imagem porque ela é muito apelativa visualmente, visto que a imagem foi muito bem trabalhada a computador e tem uma grande qualidade gráfica..
Ao observar a “Guernica” de Picasso com uma atitude estética, isto é, sem qualquer outra intenção para além de apreciar o seu lado estético, pude verificar alguns aspectos formais da obra (como o claro/escuro, as formas, luminosidade, estrutura e composição, conteúdos e tema) que me permitiram ter uma experiência estética. A partir dessa mesma experiência estética criei o meu próprio juízo de valor acerca da obra, isto é, formei uma opinião de agrado sobre a mesma. Estes juízos estéticos são subjectivos, segundo Kant, pois dependem da capacidade do sujeito de estabelecer juízos estéticos e não das qualidades do objecto.
Após considerar alguns dos aspectos que permitem fazer a avaliação duma obra, pude concluir que a “Guernica” é uma verdadeira obra de arte que serve perfeitamente como exemplo da Teoria da Expressão. Isto porque nesta pintura é possível ver traços bem marcados de criatividade, originalidade e também é possível perceber facilmente a mensagem que o pintor quis transmitir: o horror da Guerra e das suas consequências. Ora a teoria da arte como expressão considera que a verdadeira obra de arte exprime não só as emoções e sentimentos do seu autor mas também comunica e faz partilhar esses mesmos sentimentos por todos aqueles que a contemplam.
Seleccionei para este meu texto, uma música intitulada “Grace Kelly”, cantada por Mika, um cantor britânico. Cingir-me-ei, tal como os objectivos de trabalho o exigem, à análise desta obra sob o ponto de vista da estética. Podemos afirmar que a estética é o ramo da filosofia que tem por objecto o estudo da natureza do belo e o estudo dos fundamentos da Arte. O belo é o critério mais importante a ter-se em conta na estética, através do qual podemos, do ponto de vista da estética, apreciar um objecto de um modo desinteressado, estando somente envolvido o puro e simples prazer que podemos ter ao observar tal objecto. Quanto à arte, podemos afirmar, de um modo simples e geral, que se insere em todos os objectos que possam ser considerados obras artísticas, os quais são alvo da apreciação estética por parte de qualquer sujeito. O belo exprime-se no juízo estético, juízo esse que consiste na valoração que fazemos a um objecto em termos de beleza, exprimindo, desta forma, uma experiência estética, a qual representa o acto de observar e de apreciar um objecto estético, contemplando-o. Nesta música, a minha experiência estética é o prazer que me dá ouvir a música, com um cantor que tem um timbre de voz extraordinário. Para explicar toda esta minha experiência estética, expressa através também de juízos estéticos, podemos recorrer a dois tipos de teorias: - as objectivistas, assentes e focadas sobretudo nas propriedades de um objecto, das quais depende a contemplação do belo no objecto estético envolvido; - as subjectivistas, teorias segundo as quais o que realmente importa são os sentimentos despertados no sujeito como resultado da contemplação do objecto. Para Kant, estes juízos não envolvem o entendimento – pois não levam ao conhecimento – e portanto não necessitam da aprovação da razão. Podemos ouvir esta música, e interpretá-la segundo a teoria da expressão, pois o cantor desta música, por meio da letra que interpreta, pretende não só transmitir a todo o sujeito os seus mais fortes sentimentos e emoções, de uma forma alegre e sarcástica (pois usa uma letra um pouco triste com um tom de música alegre), que neste caso se trata de uma frustração, mas também levar os seus ouvintes a viver as mesmas emoções e sentimentos Existem também, para explicar a obra de arte, as teorias da arte como imitação e da arte como forma, sendo que nenhuma delas pode ser consideradas nesta música. A arte como imitação corresponde a toda a obra de arte produzida pelo Ser Humano com o fim de imitar ao máximo a realidade, enquanto que a arte como forma, a entende como dizendo respeito aos aspectos estruturais da uma obra de arte, tais como cores, texturas, figuras, volumes, espaços, etc. Embora seja verdade que a arte como forma, também pode ser transmitida por sons, e o meu texto cingir-se a uma música, tal teoria não será propriamente a mais adequada para aqui se aplicar, já que esta música tem uma parte importante de transmissão de conteúdos, e, embora tenha instrumentos musicais, assenta sobretudo da voz e nas palavras do cantor.