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7.22.2007

Iron Maiden


DIE WITH YOUR BOOTS ON
Esta música pode ser entendida como arte à luz de alguma das teorias que estudámos?

7.13.2007

Ilustração científica é arte?


Sim, mas estaríamos a fazer um juízo errado em relação ao tipo de arte que é representado se disséssemos que as imagens representavam a teoria de arte como expressão. A arte não deixa de ser arte só porque estamos a considerar outra teoria… Pois o facto de considerarmos uma das três teorias não impede as pessoas de admirarem as imagens. As pessoas admiram-nas por terem prazer em olhar para elas, e não por a obra representar esta ou aquela teoria…
Claro que os desenhos nunca representariam a teoria de arte como expressão, pois o autor ao fazer os desenhos não tinha intenção de exprimir sentimentos ou emoções. O autor ao fazer estes desenhos queria representar com máxima perfeição a realidade, logo a teoria de arte que aqui se encaixa é a de imitação, porque na arte como imitação o que é tido em conta é a representação, o mais fiel possível, da realidade.
Já agora… A teoria de arte como forma, que é a que considera o modo de como o conteúdo de uma obra é transmitido, isto é, as cores, os sons, a textura, as figuras, as formas, os materiais, as palavras e a textura, não pode ser utilizada para caracterizar as imagens pois restringe-se às formas e não ao conteúdo. E o que interessa é o conteúdo, pois o autor tentou fazer a representação mais fiel possível da realidade.
Por outras palavras (isto do ponto de vista da teoria de arte como forma) o que interessa não são as plantas mas sim a maneira de como elas estão representadas. Isto não era o que o autor das imagens pretendia. O autor pretendia que as suas imagens fossem (como já mencionei) o mais próximo possível da realidade.

Raiz de Carla

7.03.2007

Ainda a Amorphophalus Titanum




E agora a ilustração científica da mesma planta...
É ARTE ou não?

7.01.2007

Gustav Klimt

Maternidade (pormenor)


A Árvore da Vida

6.29.2007

Kandinsky

Casas em Munique


S. Jorge


Um pequeno extra: obras mais figurativas, se assim se pode dizer... Acho-as lindíssimas, pelas cores e pelo traço.

Kandinsky

Gravitation



Akzent in Rosa



Para a Carla, porque ela merece!

6.26.2007

WASSILY KANDINSKY





Mais Kandinsky!
Deixo-vos o cuidado de pesquisar os nomes das obras no Google...

6.22.2007

6.19.2007

Touro Enraivecido


Raging Bull, de Martin Scorsese, 1980, com Robert de Niro.
Música: Cavalleria Rusticana, de Mascagni (Intermezzo)

Esta é a cena de abertura do filme. É a história de um pugilista, Jack La Motta, da sua luta para vencer e se tornar famoso e rico.
Não acham inesperado este modo de começar um filme sobre boxe? E associar esta música ao treino de um pugilista?
Achei que era um pequeno extra interessante para a discussão sobre O QUE É ARTE?

6.14.2007

Marcel Duchamp: a Fonte

Duchamp

Em 1917, Duchamp, já então artista consagrado,concorreu a uma exposição da Society of the Independent Artists com um urinol intitulado a Fonte e assinado com o nome de R. Mutt. A Society defendia a abertura a novas formas de arte e a intenção de Duchamp era provocatória. Esperava, com esta obra, pôr em causa os membros da sociedade colocando-os perante o dilema de aceitar ou não como arte um objecto que não tinha sido feito para ser arte.

Era o próprio conceito de arte que estava em jogo. No entanto, a sua expectativa saiu frustrada, porque a Fonte não foi, nessa altura, apresentada ao júri. Diz-se que os empregados da Society não identificaram o objecto como fazendo parte das obras de arte a serem apreciadas, tendo-o arrumado na cave. Hoje, a Fonte ocupa um lugar de destaque nos museus de arte contemporânea.

O estatuto de um objecto como obra de arte tornou-se cada vez mais indeterminado.
Por exemplo, em 1977, Alberto Carneiro realizou uma exposição na Galeria Quadrum que constava de um único objecto: uma pedra rolada trazida de uma ribeira de Trás-os-Montes. Depois da exposição a pedra foi reposta na mesma ribeira.
Enquanto esteve na exposição foi uma obra de arte, depois de reposta na mesma ribeira deixou de o ser.

Carmo d'Orey, O que É Arte? ou Quando Há Arte? (adaptado)

Em suma

Todas estas dificuldades em definir a obra de arte levaram alguns autores a considerar que ela simplesmente não pode ser definida, tal como a criação artística não pode ser explicada.

No entanto, há várias respostas sobre aquilo que faz com que uma coisa seja considerada artística e outra não:

1. a verdadeira obra de arte provoca emoção estética independente de qualquer interesse ou utilidade prática completamente diferente das emoções quotidianas e vulgares; essa capacidade resulta das propriedades do objecto;
2. a verdadeira obra de arte não tem um propósito definido e específico: não é um simples meio para um fim, por exemplo para moralizar ou entreter ou fazer publicidade;
3. a verdadeira obra de arte é aquilo que os artistas, os críticos e os coleccionadores, isto é, as pessoas que estão ligadas à produção artística reconhecem como tendo qualidade artística;

Qual destas respostas considera a mais aceitável?
Antes de analisar a questão, reveja todos os materiais disponíveis. Tenha particular atenção ao post sobre Duchamp.

Road to Perdition


De Sam Mendes.
Poderemos aplicar ao cinema qualquer uma das teorias explicativas da obra de arte?

A arte é forma?


Na obra de arte, podemos distinguir dois planos: o do conteúdo e o da forma. O primeiro diz respeito àquilo que a obra de arte pretende transmitir (aquilo que o artista pretende exprimir), o segundo ao modo como esse conteúdo é transmitido. Isto é: aquilo que é percepcionável na obra de arte, os elementos utilizados (sons, cores, figuras, formas, texturas, materiais, palavras, estrutura) e a relação estabelecida entre eles, independentemente do que o artista possa querer transmitir com a sua obra.
Para os teóricos da arte como forma, a obra deve ser esvaziada de todo o conteúdo, apenas interessando os aspectos que a concretizam. Por conseguinte, não interessam os conteúdos, não devendo existir qualquer preocupação com o tema ou a transmissão de uma mensagem. O que interessa é a relação estabelecida entre os vários componentes que formam a obra de arte.
Por exemplo, na estampa apresentada em cima, o que interessa a esta concepção, é a forma da figura e a cor laranja, bem como a estrutura que resulta da organização destes elementos, sem esquecer o espaço definido pela figura.

O expoente máximo desta concepção é a ARTE ABSTRACTA. É neste tipo de arte que mais claramente se rejeita a intenção ou exigência de que a arte imite ou represente o real ou transmita qualquer mensagem objectiva.

A arte é expressão?


A arte como expressão é definida como comunicação intencional dos sentimentos que o artista experimentou. Um dos mais famosos defensores deste conceito é Tolstoi, o autor russo que escreveu Guerra e Paz e Ana Karenina, considerado um dos maiores escritores de sempre.
Segundo Tolstoi, o artista começa por ter a experiência de um sentimento ou emoção (medo, alegria, esperança, angústia, ódio) e decide partilhar esse sentimento com os outros, levando-os a ter a mesma experiência através da sua obra qualquer que ela seja: romance, música, poema, quadro, estátua, dança...
Ou seja, não se limita a descrever o que sentiu, mas cria uma obra que leva os outros a sentir o mesmo que ele sentiu. Logo, a arte exige a adequada expressão de um sentimento autêntico.
Por isso se diz que esta teoria estabelece uma íntima ligação entre a arte e a vida.

A arte é imitação?


A concepção da arte como imitação da realidade dominou a estética ocidental até ao séc. XVIII.
Escritores da Antiguidade contam histórias que testemunham esta concepção. Por exemplo, o romano Plínio conta que o pintor Zêuxis era tão perfeito na sua pintura que os pássaros tentavam debicar as uvas dos seus quadros. Outro pintor, Apelles, pintava cavalos tão bem imitados que os verdadeiros cavalos relinchavam ao ver esses animais pintados por ele.
Estas histórias mostram que o critério para avaliar uma obra de arte era o da sua semelhança com o real representado.

Mas, na verdade, se pensarmos bem, o artista não representa as coisas que vê, mas o modo como as vê e até como as imagina. O artista põe na sua obra toda a experiência, sentimentos e valores que fazem parte da sua maneira de ser e pensar. Ele chama a nossa atenção para algo que captou a sua própria atenção. Ele leva-nos a olhar o mundo com outros olhos. E, de entre todas as dimensões da realidade, ele apenas pode utilizar na sua obra uma pequena parte. Até a fotografia é mais do que uma cópia da realidade. Porquê?
Será isto copiar? Imitar?
Vamos citar duas críticas de dois artistas de peso:
Paul Klee: A ARTE NÃO REPRODUZ O VISÍVEL: TORNA VISÍVEL.
Beaudelaire, por sua vez, diz: A NATUREZA NÃO TEM IMAGINAÇÃO.

6.12.2007

A Arte


O que é a arte?
Para esta pergunta, encontramos na Filosofia várias respostas.
A arte é o campo privilegiado dos juízos estéticos.
A seguir, falaremos de diferentes teorias sobre a natureza e o papel da arte.